Por Ísis Jarnicki Carvalho

Harry Lamott Crowl, Jr.,
Compositor, musicólogo, professor. Nasceu em Belo Horizonte MG 06/10/1958, filho e Harry Lamott Crowl (Detroit, EUA, 1903-BH.,12/1961) e Vanusa (Santana) Crowl (Pres. Olegário, MG, 1928-BH.,09/1961). Foi criado na casa dos avós maternos após o falecimento dos pais, em Belo Horizonte. Freqüentou escolas públicas e privadas, com destaque para o Colégio Arnaldo, de padres alemães e holandeses. O contato com a música se deu desde cedo, na casa dos avós, através de programas de rádio e de gravações em discos, especialmente de coleções que eram publicadas e distribuídas através de bancas de jornal. Seu interesse pela criação musical se manifestou logo no início. Estudou violino com José de Mattos e matérias teóricas na escola da Fundação Clóvis Salgado (Palácio das Artes), em Belo Horizonte. Em 1977, foi para os EUA, onde estudou viola na Westport School of Music, Westport, Conn., e composição com Charles Jones, na Juilliard School of Music. Após seu regresso ao Brasil, em 1980, foi violista na orquestra jovem experimental da Fundação Clóvis Salgado. Em 1981, apresentou no 14º Festival de Inverno da UFMG, em Diamantina MG, a “Sonata para piano” (1979), revisada em 1984 (Sonata I), “Ária” (1981) para flauta solo, “Sanatório” (1980), sobre poema de Ascânio Lopes, para voz e instrumentos e, “Sio2” (1981) para piano, clarineta, flautas e orquestra de câmera. Em 1982, trabalhou no Iraque como intérprete de inglês para uma empresa de engenharia brasileira. De volta ao Brasil em 1983, foi residir em Brasília DF, onde foi violista da Orquestra Sinfônica de Brasília (FOSB)..

1984

   A partir de 1984, passa a residir em Ouro Preto MG, onde desenvolve um trabalho de pesquisa musicológica sobre os compositores mineiros do período colonial, a convite do então Instituto de Artes e Cultura, da Universidade Federal de Ouro Preto. Nessa instituição concluiu uma Licenciatura em Língua Inglesa.
Neste período, que durou até 1994, foi responsável pela descoberta da Abertura em Ré maior, do Pe. João de Deus de Castro Lobo (Vila Rica, 1794 - Mariana, 1832), de obras do compositor José Rodrigues Domingues de Meireles (Vila de Nsa. Sra. da Piedade, atual Pitangui, MG, sec. XVIII?XIX), e pela reconstituição de várias obras de Ignácio Parreiras Neves (V. Rica, ca. 1730-1794?), Jerônimo de Souza Queiróz (V. Rica, sec. XVIII - 1826?), José Rodrigues de Meireles, Pe. João de Deus de Castro Lobo, Francisco Gomes da Rocha (V. Rica, 1754? - 1808) e Francisco Barreto Falcão (Vila Real de Nsa. Sra. do Sabarábussú, atual Sabará MG, Sec.XVIII-XIX.

1986

   Em 1986 foi indicado para ser o coordenador do curso de música do IAC/UFOP, e participou da organização do 1º Seminário de Música Instrumental Brasileira.
Embora a sua atividade como compositor tenha diminuído nesta fase, a criação nunca deixou de ser a sua atividade principal. Em 1985, o seu “Concerto (no.1) para flautas e orquestra de câmara” (1983), foi estreado no Teatro Nacional de Brasília, por Odette Ernest Dias e pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, sob a regência do compositor Jorge Antunes.

1987

   Em 1987, a sua obra “Memento Mori - oratório sobre textos de Affonso Ávila”, foi apresentado em várias ocasiões pela então Camerata Philharmonia, de Niterói RJ, sob a regência de Sérgio Dias, inclusive no Panorama da Música Brasileira Atual, da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e na VIIª Bienal sobre Música Contemporânea Brasileira. Em 1988, realizou conferências sobre música colonial brasileira na University of Texas at Austin, EUA, a convite do Prof. Dr. Gerard Behague. Ainda neste ano, sua obra “Canticae et Diverbia” (1988) para flautas, clarinetas, violino, violoncelo e piano, foi encomendada e executada várias vezes pelo grupo Novo Horizonte, em São Paulo, por iniciativa do regente britânico Graham Griffiths.

1989

   Em 1989, esteve em Santiago do Chile, a convite da "Agrupación Musical Anacrusa", para participar do 3º Encontro de Compositores Latino-americanos, onde a obra “Sabra” (1983) para oboé e piano, foi estreada e ainda, proferiu várias conferências sobre música brasileira do séc. XX e do período colonial Na VIIIª Bienal de Música Brasileira Contemporânea, o seu “Concerto para Violino, 12 instrumentistas e soprano” (1988), foi estreado por Hariton Nathanailidis, violino e pela Camerata Philharmonia de Niterói, sob a regência de Sérgio Dias, com a participação da soprano Lucila Tragtenberg. Em 1990 recebeu a encomenda da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, para compor a Sinfonia nº 1 (Concerto Harmônico), para a banda sinfônica do estado de São Paulo, que foi estreada sob a regência de Roberto Farias, no Memorial da América Latina, em 1992 e posteriormente, apresentada na Xª Bienal de Música Contemporânea Brasileira, no Rio de Janeiro. Em 1991 organizou a Mostra de Música Contemporânea de Ouro Preto, música brasileira onde foram apresentadas obras de vários compositores jovens em primeira audição mundial. Em 1992, a “Aluminium Sonata” (1985) para violino e piano, foi apresentada nas cidades alemãs de Bonn e Colônia por Ricardo Gianneti e Talitha Maria Cardoso Peres. Em 1993, recebeu uma bolsa de estudos do Conselho Britânico para desenvolver estudos avançados de composição com o compositor australiano Peter Sculthorpe, no curso de verão de Dartington, onde foram executadas em primeira audição as suas obras “Música para Flávia” (1991/92) para piano solo, pelo pianista australiano Iain Quinn e, “Terra Queimada” (1993), para clarineta, violino, violoncelo e piano, pelo Murphy Quartet, esta escrita durante o curso.

1994

   A partir de 1994, passou a residir em Curitiba PR depois de um convite da Fundação Cultural. Por encomenda da Camerata Antiqua de Curitiba, realizou a reconstituição do Ofício de Domingo de Ramos (1782), de José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe do Serro Frio, atual Serro MG, 1746? - 1805). Logo no ano seguinte, fez uma nova orquestração do Te Deum, de Luís Álvares Pinto (Recife PE, 1719 – 1789), para ser gravado no CD comemorativo dos 20 anos da Camerata Antiqua. Este trabalho foi realizado com a colaboração de seu aluno Ricardo Bernardes. Ainda em 1994, entrou para a Escola de Música e Belas Artes do Paraná, onde leciona música brasileira, música do séc. XX, orquestração e composição. Realizou seminários sobre a música colonial brasileira na Universidade Nova de Lisboa, convidado pelo musicólogo português Manuel Carlos de Brito. Sentindo necessidade de uma formação acadêmica mais consistente para poder prosseguir com a sua carreira no magistério superior, entrou para o mestrado em comunicação semiótica da PUC - SP, em 94, tendo sido recomendado para ingresso direto no programa de doutoramento em 1996.

   Em 1995, acompanhou o Grupo Novo Horizonte de São Paulo numa turnê à Dinamarca, que apresentou o seu “Concerto para Clarone, Percussão e Piano (1994)” em cinco ocasiões diferentes nas cidades de Odense, Aarhus, Copenhagen e Kolding. Durante esse período, proferiu ainda conferências sobre música brasileira erudita dos sec. XIX e XX, em algumas instituições dinamarquesas. O Concerto para Clarone, foi ainda apresentado na XIª Bienal de Música Contemporânea Brasileira, e em 1996, lançado no CD "brasil! new music! vol. III". Em Agosto de 95, teve sua obra Icnocuícatl (1995) para orquestra de câmera estreada na abertura do Festival música nova de Santos/SP, pelos grupos Ensemble Nord, da Dinamarca e, Novo Horizonte, combinados sob a regência de G. Griffiths. Em 1996, participou do festival Summartónar 96, nas Ilhas Faroé, possessão dinamarquesa, onde teve a obra "Na Perfurada Luz, Em Plano Austero", quarteto de cordas nº 1 (1992), estreada pelo Quarteto Moyzes, de Bratislava, República da Eslováquia, assim como a obra “Revoada (1994)” para flauta doce, pela flautista dinamarquesa Helle Kristensen, que incluiu a peça no seu CD "Nocturnal Birds", lançado também nesse ano.

1996

   Em agosto de 1996, a obra “Finismundo” (1991/92), moteto épico a solo para soprano e conjunto instrumental sobre texto homônimo de Haroldo de Campos foi apresentado no festival música nova de Santos e, posteriormente gravado pelo grupo Novo Horizonte, tendo como solista Simone Foltran, para o CD "brasil! new music! vol. IV". A obra Sabra (1983) para oboé e piano foi incluida no CD "Música Brasileira para Sopros e Piano", da série RioArte Digital. Em outubro de 1996, no Vº Encompor, Porto Alegre RS, foi estreada a obra “Umbrae et Lúmen” (1993/94) para flautas, clarinetas, saxofones, fagote, trombones, violino e contrabaixo, pelo grupo Cantus Firmus, sob a regência de Pedro Boéssio.

1997

   Em maio de 1997, foi a vez da obra, “Imagens Rupestres” (1996/97) para flautas, violoncelo e piano, ser apresentada pelo George Crumb Trio, de Linz, Áustria, no castelo Zell an der Pram, no norte da Áustria, em maio. Em julho, o “Sexteto para piano e quinteto de sopros” (1997), foi estreado pelo Ensemble Rio no Centro Cultural do Banco do Brasil, na série "Estréias Brasileiras". Em agosto, o “Concerto para Piano e Orquestra” (1997) foi apresentado no VIIº Festival de Música de Inverno de Campos, RJ, pela pianista Maria Teresa Madeira e pela orquestra do festival sob a regência de Sérgio Dias. Em setembro, esteve no Festival de música antiga de Utrecht, Holanda, onde proferiu palestra sobre a música antiga brasileira, a convite da organização do festival e da rádio holandesa. Em outubro, a Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP) organizou um concerto exclusivamente com as obras do compositor onde foram apresentadas as obras, “Convivium” (1986), composição eletroacústica, “Ária” para flauta solo (1981), “Sonata I” (1979, rev, 1984) para piano solo e “Solilóquio I (1995) para sax-tenor solo”. Em novembro, a obra “Lumen de Lumine” (1996/97), concerto de câmara para violoncelo e 5 instrumentistas, foi estreada na XIIª Bienal de Música Brasileira Contemporânea e posteriormente, apresentada em Curitiba e nas cidades dinamarquesas de Aalborg e Copenhagen. Ainda em Novembro, teve as “5 Epígrafes para trompa e orquestra de cordas (1996)”, estreada pela Orquestra de Câmara da Cidade de Curitiba, com Leandro Teixeira como solista, sob a regência de Lutero Rodrigues.

1998

   A partir de fevereiro de 98, passou a colaborar em caráter permanente, com a Rádio Educativa do Paraná produzindo programas de música do século XX e música erudita brasileira. O programa "Música do Séc.XX" recebeu em março, o prêmio "Saul Trumpet 97", como melhor programa radiofônico do Paraná. Duas obras foram escritas neste período: "Assimetrias" (1997/98) para violão solo e “Sonata II” (1998) para piano solo, dedicada a Leilah Paiva.
Passou a interessar-se pela poesia simbolista brasileira em 98, especialmente aquela produzida no Paraná. Este interesse foi o ponto de partida para a criação de uma série de obras sugeridas pelo universo do sul do Brasil, especialmente de Curitiba, em contraste com o mundo setecentista representado pela paisagem de Ouro Preto.
Várias obras foram planejadas para os anos seguintes tendo a poesia simbolista como ponto de partida considerando inclusive, o fato de que este movimento estava em plena atividade no início do século XX.
A primeira obra, foi o ciclo de canções "Austrais", 4 canções sobre poemas de Cruz e Sousa, em homenagem ao centenário da morte do poeta. Em seguida, veio "No Silêncio das Noites Estreladas", para conjunto de percussão (9 instrumentistas), dedicada ao PIAP (Orquestra de Percussão do IAP/Unesp), que estreou a obra no Teatro São Pedro, São Paulo, em agosto de 99, durante o Festival Música Nova.
Em 98, também foram lançados os CDs "brasil! new music! vol.IV", com a obra "Finismundo"(1992/96), pela EDUC (Ed. da PUC-SP) e; "Quartetos de Cordas", com a obra "Na Perfurada Luz, em Plano Austero, quarteto de cordas no.1"(1992/93), interpretada pelo Quarteto Moyzes, Eslováquia, pela PAULUS gravadora. Neste ano, o violinista Atli Ellendersen executou a sua "Aluminium Sonata"(1985), no Summartónar 98, nas Ilhas Faroé. Outras execuções de obras suas em 98 foram, "Música para Flávia"(1991/92), pela pianista Lidia Bazarian, em várias ocasiões em São Paulo, Santos e Poços de Caldas, inclusive no Festival Música Nova e; "Sonata I"(1979,rev.84) pela pianista Leilah Paiva, no Memorial da Cidade de Curitiba.

1999

   No ano de 1999, mais duas importantes composições foram estreadas - a ópera de câmera “Sarapalha”, sobre texto de Guimarães Rosa e, a obra para orquestra “Sicut erat in Principio”, estréia mundial no Teatro Guaíra, executada pela Orquestra Sinfônica do Paraná, sob a regência de Roberto Duarte. No final do ano, esteve na Áustria onde realizou conferência sobre sua obra no Brucknerkonservatorium, em Linz e, teve a sua obra “Icnocuícatl” (1995, rev.98) apresentada num grande concerto realizado na Brucknerhaus.
A Cantata, "Turris Ebúrnea" (1999/2000), para solistas, coro e orquestra de câmera, foi composta especialmente para os 25 anos da Camerata Antiqua de Curitiba. Esta obra, baseada em textos de vários poetas paranaenses, foi apresentada em duas ocasiões pela Camerata em 2000. Neste ano, a Orquestra Sinfônica do Paraná apresentou o Concerto para Piano e Orquestra (1997), tendo como solista Analaura de Souza Pinto e regente Roberto Duarte. A obra “Aethra I” (1987) foi apresentada em Montreal, Canadá, em junho e, em Curitiba e no Rio de Janeiro, em agosto, por Gabriel Prynn, violoncelo e André Pristic, piano.

2001

   Em janeiro de 2001, transferiu-se para a UFPR para trabalhar junto à Orquestra da Universidade, na PROEC. Foram produzidas neste ano as obras “Aethra III”(2000/01) para violino solo com piano obrigado, estreada em setembro por Atli Ellendersen e Leilah Paiva, ”Concerto para Oboé e Orquestra de Cordas”, a trilha sonora para o filme “Fogo sobre Cristal – Um Diário Antártico”, de Frederico Fullgraff, “Espaços Imaginários” para Violino, Violoncelo e Piano e, “Concerto no. 2 para Flauta e Orquestra de Câmara”, especialmente para a Orquestra Filarmônica Juvenil da UFPR. Na XIIIa. Bienal de Música Brasileira Contemporânea, no Rio de Janeiro, a obra “Aethra III” foi apresentada pelo violinista Jerzy Milewski e pela pianista Aleida Schwartz. Em novembro, o trio Fibonacci, de Montreal, estreou a obra “Espaços Imaginários” numa excursão realizada no Brasil, nas cidades de São Paulo, Piracicaba, Curitiba, São Leopoldo, Porto Alegre, Brasília e Belo Horizonte.

2002

   No ano de 2002, foi eleito presidente da Sociedade Brasileira de Música Contemporânea, SBMC, seção Brasileira da ISCM (International Society of Contemporary Music), cargo que ocupará até 2006. Em maio, foram estreadas as obras “Diálogos do Vento”, em Blumenau, SC, pela Orquestra de Câmara de Blumenau, tendo como solista Ronald Silva, sob a regência de Daniel Bortolossi e; “Aetherius” (2002) para orquestra de cordas, pela Orquestra Sinfônica da USP, sob a regência de Benito Juarez. Durante o Encontro Latino-Americano de Música Contemporânea, em Belo Horizonte, MG, a obra “Aethra III” foi apresentada pela violinista Eliane Tokeshi e a pianista Guida Borghoff. Em junho, foi a vez do “Concerto Para Oboé e Orquestra de Cordas”, pela Orquestra de Câmara da Cidade de Curitiba, tendo como solista Lúcius Mota, sob a regência de Ernani Aguiar. Em setembro, a obra “Prismas”(2002) para violino, viola, violoncelo e piano foi estreada no Rio de Janeiro durante a final do concurso de composição IBEU. Em dezembro, o CD duplo “Sonatas e Austrais”, contendo 12 obras do compositor (Sonatas I e II para piano, Canto para violino solo, Aluminium Sonata, Austrais [4 Canções], Assimetrias, Concerto para Clarone, Concerto para Piano, No Silêncio das Noites Estreladas) foi lançado, com patrocínio da COPEL (Cia. Paranaense de Eletricidade), através do programa “Conta Cultura”, da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná.

2003

   No ano de 2003, foi lançado o filme curta-metragem, “Visionários”, de Fernando Severo, com música de Harry Crowl. Entre os vários prêmios que recebeu, está o de “Melhor Música”, no Festival de Cinema e Vídeo de Curitiba, 2003. Em setembro, a obra “Aetherius”, foi apresentada em Manaus, pela Orquestra de Câmara do Amazonas, sob a regência de Marcelo de Jesus, tendo sido apresentada com a coreografia “Traços”, de Henrique Rodovalho, no Teatro Amazonas. Ainda neste mês, esteve no festival “Dias Mundiais da Música 2003 – Eslovênia” (World Music Days 2003), como primeiro delegado Brasileiro junto à SIMC (Sociedade Internacional de Música Contemporânea).
Em outubro, o Duo “Palheta ao Piano”, formado por Jairo Wilkens e Clenice Ortigara, estreou a obra, “25 Esboços para Clarineta e Piano”, composto especialmente para o duo.
Casou-se em cerimônia civil, em agosto, com Rosemari Enns. A cerimônia religiosa aconteceu em novembro, na Igreja Ortodoxa Ucraniana de Curitiba.
Ainda em novembro, o “Concerto nº. 2 para flauta e orquestra” foi estreado pela Orquestra Filarmônica Juvenil da UFPR, tendo Fabrício Ribeiro como solista e Iris leong como regente. “Aetherius”, numa importante trajetória, abriu a XIVa. Bienal de Música Contemporânea Brasileira, na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, na interpretação da Orquestra de Câmara da UNISINOS (São Leopoldo, RS), sob a regência de Roberto Duarte e; no Teatro Amazonas, a Orquestra de Câmara do Amazonas, sob a regência Marcelo de Jesus, fez a estréia mundial da “Sinfonia no.2” (Paisagens Verdes), para cravo e orquestra de cordas, com transmissão ao vivo para todo o mundo através da internet, pelo sistema Embratel/NET.

2004

   Em 2004, o “Sexteto para Piano e Quinteto de Sopros” (1997) foi apresentado em Santiago, Chile, em duas ocasiões, pelo Ensemble XXI. Na segunda delas, em setembro, fez parte das comemorações da semana da cultura brasileira (cinema e música), promovida pela Embaixada do Brasil em Santiago, contando com a presença do compositor. 3 peças do ciclo para piano “Marinas”(I. Guaratuba e Antonina; III. Cabo da Roca; VI. La Jolla) foram gravadas pela pianista japonesa radicada no Rio, Midori Maeshiro, para o CD de encarte da Revista “Textos do Brasil – Música Erudita”, do Ministério das Relações Exteriores a ser lançada em 2005, em 8 idiomas. A partir de agosto, passou a produzir e apresentar na Rádio MEC, Rio de Janeiro, o programa “Música do Nosso Tempo”, inteiramente dedicado à música contemporânea, todos os domingos às 24hs., com transmissão para todo o mundo via internet, num convênio da SBMC com a Rádio MEC. Em outubro, recebeu a Medalha da Ordem do Barão do Cerro Azul, outorgada pelo Clube Curitibano e Secretaria de Cultura do Paraná. Em novembro, participou dos “Dias Mundiais da Música 2004 – Suiça”, como delegado brasileiro junto à SIMC.

2005

   Em 2005, o CD “Espaços Imaginários” foi lançado com as obras “Espaços Imaginários” (2001), “Imagens Rupestres”(1996) e, “Na Perfurada Luz, Em Plano Austero”(1992/93), gravadas respectivamente no Canadá, Áustria e Eslováquia. Em março, esteve nos EUA, a convite do “Teresa Lozano Long Institute of Latin American Studies”, Universidade do Texas, Austin, para participar do simpósio “Música e Cultura no Corte Imperial de D.João VI, no Rio de Janeiro”, onde apresentou a comunicação “The Influence of Court Music in Other Parts of Brazil, Outside Rio de Janeiro”. Em março, a peça para piano “Transeuntes” (2003) foi estreada em Bruxelas, Bélgica, por Antônio Eduardo dos Santos. Em abril, a obra “Umbrae et Lumen” foi apresentada no “Museé des Beaux Arts” de Bordeaux, França, no âmbito das comemorações do ano França – Brasil. Esteve na Croácia, mais uma vez como delegado brasileiro junto à SIMC, nos “Dias Mundiais da Música 2005 - Zagreb”. Em junho, no dia 12, o “Concerto no.2 para Flauta e Orquestra”, foi apresentado pela Orquestra Sinfônica do Paraná, sob a regência de Iris Leong, tendo como solista, Cássia Carrascoza. Em 8 de julho, o recital “Mundo em Labirinto”, produzido pela Pró-Música de Curitiba e patrocinado pelo Instituo Goethe, aconteceu no Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, foi inteiramente dedicado à obra de Harry Crowl. As obras apresentadas foram: “Música para Flávia” para piano, “Jeremia Profeta: Uma Epígrafe” para piano; “Aluminium Sonata”, para violino em piano e; “Umbrae et Lumen”, para flautas, clarinetas, saxofones, fagote, trombones, violino e violoncelo. Os intérpretes, todos membros de orquestras e conjuntos de câmara de Curitiba, foram: Daniel Binotto (pn.), Leilah Paiva (pn.), Atli Ellendersen (vl.), Zélia Brandão (fl.), Jairo Wilkens (cl.), Marcio Schuster (sax), Sílvio Spoladore (trb.), Edinaldo Bachega (fag.) e Maria Helena Salomão (cb.), sob a regência de Daniel Bortolossi. No dia 10 de julho, a obra “Tenebrae et Stellae” (2005) recebeu sua estréia absoluta em Ljubljana, Eslovênia, pelo Ansambel MD7, sob a regência de Steven Loy. O concerto foi gravado pela TV Estatal da Eslovênia.
Em 25 de setembro foi realizado o recital de clarineta e piano, também inteiramente dedicado à obra de Harry Crowl, pelo Duo “Palheta ao Piano”, formado por Jairo Wilkens, clarineta e Clenice Ortigara, piano, na série “Música em Cena”, do SESI/FIESP, São Paulo. As obras apresentadas foram: “Paisagem de Outono” (2005), para Clarineta e Piano – Estréia Mundial -; “Música para Flávia” (1991/92) para piano; “Transeuntes” (2003) para piano; “25 Esboços para Clarineta e Piano” (2002/03). No dia 30 de novembro foi a vez da estréia dos “3 Cânticos” (2005/06) para coro feminino, sobre poemas de Tasso da Silveira, pelo Collegium Cantorum, dirigido por Helma Haller, no Teatro SESC da Esquina, em Curitiba. No concerto de encerramento da temporada de 2005 da Orquestra Filarmônica Juvenil da UFPR, em dezembro, foi apresentado o “Concerto para Sax-soprano e orquestra de cordas” (1983), na interpretação de Rodrigo Capistrano, solista e Denise Mohr, regente.

   Em 25 de setembro foi realizado o recital de clarineta e piano, também inteiramente dedicado à obra de Harry Crowl, pelo Duo “Palheta ao Piano”, formado por Jairo Wilkens, clarineta e Clenice Ortigara, piano, na série “Música em Cena”, do SESI/FIESP, São Paulo. As obras apresentadas foram: “Paisagem de Outono” (2005), para Clarineta e Piano – Estréia Mundial -; “Música para Flávia” (1991/92) para piano; “Transeuntes” (2003) para piano; “25 Esboços para Clarineta e Piano” (2002/03).  No dia 30 de novembro foi a vez da estréia dos “3 Cânticos” (2005/06) para coro feminino, sobre poemas de Tasso da Silveira, pelo Collegium Cantorum, dirigido por Helma Haller, no Teatro SESC da Esquina, em Curitiba. No concerto de encerramento da temporada de 2005 da Orquestra Filarmônica Juvenil da UFPR, em dezembro, foi apresentado o “Concerto para Sax-soprano e orquestra de cordas” (1983), na interpretação de Rodrigo Capistrano, solista e Denise Mohr, regente.

2006

   Em janeiro de 2006 esteve em Santiago, Chile, para a Estréia Mundial da obra “Cerrados” (2002), para 2 Violinos. A execução aconteceu na abertura do VI Festival Internacional de Música Contemporânea da Universidad de Chile, no dia 16, na interpretação de Sebastián Rojas e Phillipe Espinoza. Em fevereiro permaneceu do dia 5 ao dia 21 no Visby Internationella Tonsättar Centrum (Centro Internacional para Compositores de Visby), Suécia, como compositor residente, período durante o qual trabalhou nas obras Solilóquio III para Violino solo, concluída no centro e, Responsórios I para Violino e Dois Pianos. Foi o primeiro compositor latino-americano a ser convidado pela instituição. Solilóquio III foi estreado por Atli Ellendersen em Tórshavn, Ilhas Faroe, em julho, no Festival Summartónar 2006. Em maio, o pianista Antônio Eduardo dos Santos apresentou, num recital dedicado à música contemporânea brasileira, a obra “Transeuntes”, no Centro Cultural São Paulo (Centro Cultural Vergueiro). No México, a obra “Aethra I” (1987) foi apresentada mais uma vez num recital de música contemporânea por Iracema de Andrade, violoncelo e, Edith Ruiz, piano. Durante a IIa. Bienal de Música Contemporânea do Mato Grosso, ocorrida em Cuiabá em novembro, apresentou uma conferência sobre as tendências da música atual observadas nos festivais “Dias Mundiais da Música”, da Sociedade Internacional de Música Contemporânea. Em dezembro, a “Suíte Antiga Brasileira” (2006) foi estreada no encerramento da temporada da Orquestra Filarmônica Juvenil da UFPR, sob a regência de Denise Mohr. A convite da Seção Romena da SIMC, esteve em Bucareste para assistir a estréia da obra “Sinfonia no.3” (2005/2006) para 8 violoncelos, dedicada ao “Ensemble Violoncelissimo”, dirigido por Marin Cazacu. Na ocasião, foram proferidas duas palestras, uma sobre a música no Brasil desde 1950, em inglês, na sede da União de Compositores Romenos e outra sobre a música erudita no Brasil, na embaixada brasileira, em português, para os alunos de língua e cultura brasileira. A viagem foi patrocinada pelo Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores.

2007

   EEm janeiro de 2007, a obra “25 Esboços” (2002/2003) para clarineta e piano foi apresentada num recital na Universidade de Missouri, nos EUA. Em 26 de junho, Gabriel Prynn (vlc.) e Jacynthe Reverin (pn.), do Trio Fibonacci (Montreal), apresentaram, no Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, a obra “Visões Noturnas” (2002), para violoncelo e piano, em estréia mundial e, no dia seguinte, no Teatro Londrina, Memorial de Curitiba, na série “Intermezzo”, promovida pela Fundação Cultural de Curitiba, foram apresentadas as obras “Aethra III” para violino e piano; “Taghai’urun” (1982) para piano; “Solilóquio III” – estréia brasileira -, para violino solo; “Sonata II” (1998) para piano e; “Paisagem de Inverno” (2006) – estréia mundial -, para clarineta, violino e piano. Os intérpretes foram Leilah Paiva, piano; Atli Ellendersen, violino e André Ehrlich, clarineta. Participou como conferencista sobre música erudita brasileira no programa “Música em Curso”, do IPTV/SESC Nacional, Rio de Janeiro, com transmissão via Internet para 22 centros dos SESC em todo o Brasil, em junho. Em julho, foi professor no projeto “Pauta Contemporânea”, também do SESC Nacional, em Teresina/PI e em agosto, em Boa Vista/RR. De volta a Teresina, em outubro, no projeto “Pauta Contemporânea”, ministrou curso sobre “poética musical” e estreou a obra “Do Sertão ao Delta”, prelúdio para orquestra, que foi apresentado pela orquestras combinadas do SESC/Teresina e SESC/Parnaíba, sob a regência do maestro e compositor Ernani Aguiar. A obra “Paisagem de Inverno”, selecionada para a XVII Bienal de Música Contemporânea Brasileira, foi apresentada no Rio, no dia 27 de outubro, na Sala Cecília Meireles. Em novembro, aconteceram as estréias mundiais de “De Fluminibus” (2006), para orquestra de cordas, pela Orquestra de Câmara da Rádio Romena, sob a regência de Christian Brancusi, no Teatro “Mihail Jora”, em Bucareste e, de “Responsórios I” (2006), para violino e dois pianos, em Sófia, Bulgária, por Novislav Mihailov (vln.), Liliana Getova e Galina Apostolova (pianos) em concerto dedicado exclusivamente a compositores brasileiros contemporâneos sob a curadoria de Harry Crowl, promovido pela União de Compositores Búlgaros.

2008
Em janeiro de 2008, foi apresentada a obra “Solilóquio III” em Paris, num recital de Zoltan Paulinyi na Embaixada brasileira e, em fevereiro, também em Paris, aconteceu a estréia da “Sinfonia no.4” (2007) para orquestra de flautas, na interpretação da Orchestre de Flutes Français, sob a regência de Alain Biget, na Salle Cortot. Entre as duas apresentações em Paris, passou mais uma temporada como compositor residente em Visby, Suécia. De volta ao Brasil, a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, sob a regência de Karl Martin, apresentou em duas récitas “Sicut erat in principio”, dias 15 e 16 de março. Ainda em março, o violoncelista Peter Schuback apresentou “Resonare Fibris”, em Estocolmo, Suécia. Em maio, a obra “As Impuras Imagens do Dia se Desvanecem”, para viola solo, datada de 1999, foi estreada no dia 16, na Casa Thomas Jefferson, em Brasília, por Zoltan Paulinyi, num instrumento especial: - a viola pomposa. Trata-se de um instrumento baseado num modelo do séc. XVIII, no qual, a viola e o violino são agregados num só instrumento através do acréscimo de uma 5a. corda, a corda “mi” do violino. A viola pomposa é o instrumento para o qual J.S.Bach escreveu a sua Suíte no. 6, freqüentemente executada no violoncelo. Na seqüência, Zoltan Paulinyi gravou o CD/CD Rom “Imagens” com obras para violino e viola solo de Harry Crowl, além de composições suas. O Cd contém além das obras “Canto”, “Solilóquio III”, “Cambiata” e “As Impuras Imagens do Dia se Desvanecem”, os manuscritos das obras em arquivos pdf. Em junho foi lançada a partitura de “Turris Ebúrnea”, editada pela Editora da UFPR. A partir de julho, foram apresentadas as obras “De Fluminibus”, em duas récitas pela Orquestra de Câmara da Cidade de Curitiba, na Capela Santa Maria, em Curitiba, nos dias 4 e 5; a “Sinfonia no.3” para 8 violoncelos , durante o XIV Rio International Cello Encounter, no dia 18 de agosto, no Fórum das Ciências e das Artes da UFRJ, por profissionais participantes do evento, sob a regência de Ernani Aguiar; em 28 de agosto, Fabrício Ribeiro e Leilah Paiva apresentaram a obra “Como um vôo de pássaro” no auditório da EMBAP, em Curitiba; em setembro, no dia 21, a Orquestra Sinfônica do Paraná apresentou a “Fanfarra para os 95 anos da UFPR” e fez a estréia mundial de “Antipodae Brasilienses”, sob a regência de Ernani Aguiar. No mês do aniversário de 50 anos, outubro, no dia 19, foi apresentado um concerto inteiramente dedicado às suas obras, no Teatro da Universidade Positivo (UNICENP), Curitiba. As obras executadas foram: “Sonata II para piano”, ”Solilóquio III”, “Como um Vôo de Pássaro” e “Paisagem de Inverno” pelos intérpretes Leilah Paiva, Atli Ellendersen, André Ehrlich e Fabrício Ribeiro. Na semana seguinte, o trio de sopros formado por membros do “Ensemble Recherche”, de Freiburg, Alemanha, estréia a obra “Sapo não pula por boniteza, mas sim por percisão” (2008), para flauta, oboé e clarineta, num concerto realizado no mini-auditório da UNICENP. Essa obra foi dedicada ao centenário de nascimento de Guimarães Rosa e ao Instituto Goethe/Curitiba.
Em novembro, no dia 8, o pianista Antônio Eduardo apresenta mais uma vez as obras “Música para Flávia” e “Transeuntes”, na Pinacoteca Benedito Calixto, em Santos, SP. O grupo francês 2E2M apresentou, no dia 19, no Instituto Cervantes de Paris, “Espaços Imaginários”. O último e, talvez, mais importante evento comemorativo dos 50 anos do compositor aconteceu na sua cidade natal, Belo Horizonte, na qual a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, sob a regência do maestro paulista Lutero Rodrigues, realizou no dia 25, uma apresentação inteiramente dedicada à obra do compositor, no Palácio das Artes, dentro de uma programação denominada “Minas Experimental”. As obras executadas foram: “Do Sertão ao Delta”, prelúdio para orquestra, Concerto no. 2 para flauta e orquestra, tendo Maurício Freire como solista, Suíte Antiga Brasileira e a estréia mundial de “Responsórios II”, dedicados à OSMG.

2009
Em abril, nos dias 23 e 24, foi apresentada a obra “Flora Atlântica I”, por Fabrício Ribeiro (flauta), Fabrício Mattos (violão) e Thomas Jucksch (violoncelo), na Capela Santa Maria, em Curitiba. Em junho, nos dias 19 e 20, p violista Zoltan Paulinyi (viola pomposa) apresentou a obra “Antíteses: Concerto para Viola e Orquestra”, sob regência de Marcio Steuernagel, no Teatro da Reitoria da UFPR, em Curitiba, e no Teatro de Antonina, em Antonina-PR. No dia 23, a obra “Cambiata: Impuras Imagens do Dia se Desvanecem” foi apresentada pelo violista no Teatro da Caixa Econômica Federal, em Curitiba.
Em 2 de agosto, o pianista Antônio Eduardo Santos apresentou novamente a peça “Música para Flávia”, no Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP). No mês de setembro, nos dias 19, 20 e 22, o pianista Antônio Eduardo Santos interpretou as peças “Transeuntes” e “Música para Flávia” pela ocasião do 44º Festival Música Nova, nos teatros Guarany (Santos-SP) e no Centro Universitário Maria Antônia (São Paulo-SP), e também no II Fórum de Composição Musical Contemporânea, na Faculdade Mozarteum de São Paulo, respectivamente.
Em outubro, nos dias 7 e 8, o trio Rerum Novarum, formado por André Ehrlich (clarinete), Martina Lohmann (violino) e Paulo Emiliano Piá de Andrade (piano), apresentou a obra “Flora Atlântica II” na Capela Santa Maria, em Curitiba-PR. No dia 13, o compositor deu palestras sobre sua carreira na Série Trajetórias, na Academia Brasileira de Música (ABM), no Rio de Janeiro-RJ. No dia 17, a obra “E, no princípio era o mar...” foi apresentada na Mostra “eugostariadeouvir” da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)/Fundação de Educação Artística em Belo Horizonte-MG. Por fim, no dia 29, a peça “Sapo não pula por boniteza, mas sim por percisão” foi apresentada por Antônio Carlos Carrasqueira (flauta), Luís Carlos Justi (oboé) e Paulo Sérgio Santos (clarinete) na XVIII Bienal de Música Brasileira Contemporânea, no Rio de Janeiro-RJ. No mesmo evento ocorreu o lançamento do CD “Contemplações”, na Academia Brasileira de Música (ABM).

2010
De 5 a 31 de janeiro o compositor esteve em Visby, na Suécia, no Internationella Tonsatära Centrum (Centro Internacional de Compositores, como compositor-residente. No dia 14, a obra “Flora Atlântica I” foi apresentada pelo Nova Câmara Trio, composto por Fabrício Ribeiro (flauta), Fabrício Mattos (violão) e Thomas Jucksch (violoncelo) no SESC da Esquina, em Curitiba-PR.
Em fevereiro, no dia 9, na Fundação de Educação Artística de Belo Horizonte-MG, foi apresentada a obra “E, no princípio, era o mar...”, pelos intérpretes Frank Haemmer (violino) e André Rocha (violão). Neste mesmo mês, entre os dias 20 e 27, participou do “Festival Brasileiro!” da University of New Orleans (EUA), Performing Arts Center, como compositor-residente. Neste mesmo festival, no dia 23, ministrou a palestra intitulada “Encontro com o compositor Harry Crowl: Uma discussão sobre a sua obra e a música contemporânea brasileira”, e no dia 26 foi executada a obra “Suíte Antiga Brasileira” pela New Orleans Civic Orchestra, sob regência de Daniel Bortholossi.
No mês de abril, nos dia 7 e 8, ocorreu a estréia mundial da obra “Música Urbana Noturna” pelo Duo Primo (Fernando Deddos – eufônio/bombardino e Danilo Koch – percussão) na Capela Santa Maria (Curitiba-PR).
Durante as terças-feiras dos meses de abril e maio (de 6/4 a 25/5), no Espaço Cultural Rio Verde (Vila Madalena, São Paulo-SP), a Cia. Antroexposto encenou a peça teatral Em vão, sob a direção de Ruy Filho e com música incidental para quarteto de cordas do compositor, executada por Jiziel Fonseca e Patrícia Maês (violinos), Lemuel Cordeiro (viola) e Alex Santos (violoncelo). Ainda no mês de maio (dia 25), em Curitiba, no Departamento de Artes da UFPR, o Nova Câmara Trio volta a apresentar a obra “Flora Atlântica I”.
Em junho (dias 11 e 18), a Orquestra Filarmônica da UFPR (OF-UFPR) apresentou a obra “Enquanto uma grande cidade dorme (Subtrópicos I)”, sob a regência de Marcio Steuernagel. Nos dias 19, 20, 22, 27 e 4 de julho o Quarteto Iguaçú realizou uma turnê pelas cidades de Curitiba (Paço da Liberdade e Teatro Regina Vogue), Tunas do Paraná (Casa da Cultura), Bocaiúva do Sul e Fortaleza-CE (Teatro Celina Queiroz, pela ocasião do Festival Eleazar de Carvalho) interpretando a obra “Suíte Cinematográfica”, de 2006.
No mês de julho, nos dias 3 e 4, a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas (OSMC) apresentou, em sua temporada oficial, a obra “Antipodae Brasiliensis”, sob regência de Karl Martin, no Centro de Convivência de Campinas-SP. Nos dias 16 e 17, em Curitiba, na Série Ópera Ilustrada da Fundação Cultural de Curitiba, foi apresentada a ópera “Sarapalha” (1996), sob regência de Daniel Bortholossi e direção cênica de Flávio Stein. Fizeram parte do elenco o barítono Bruno Spadoni (Primo Ribeiro), o tenor Lenine Santos (Primo Argemiro) e a mezzosoprano Silmara Campos (Criada), além de um ensemble instrumental. Entre os dias 18 e 23, o compositor participou do 30º Festival de Música de Londrina (PR) e também do 1º Encontro Paranaense de Composição.
Em agosto, no dia 22, sua “Suíte Cinematográfica” foi apresentada novamente pelo Quarteto Iguaçu, desta vez em Maringá-PR. No mês seguinte, nos dias 15 e 16, o contrabaixista Pablo Guiñez e o pianista Ben-Hur Cionek fizeram a estréia mundial da peça “Aethra II” (1989/94) na Capela Santa Maria, em Curitiba.
No mês de novembro, entre os dia 3 e 7, a ópera “Sarapalha” (1996/2010) foi apresentada novamente no Teatro Carlos Gomes (Vitória-ES), porém em uma versão especialmente realizada para aquele teatro. Em dezembro, no dia 16, ocorreu a estréia mundial da obra “Ao Fundo, o Mar Ardente”, executada por Atli Ellendersen (violino), Flávia Mota (viola) e Faisal Hussein (violoncelo) no Instituto Goethe de Curitiba. Neste mesmo dia, no Aula Palatului Cantacuzino (Palácio Municipal Cantacuzino - Bucareste, Romênia), pela ocasião do Festival International Meridian, foi apresentada a obra “Na Perfurada Luz, em Plano Austero” (Quarteto de Cordas nº 1 – 1992/93), pelo Cvartetul Florilegium (formado por Ioan Marius Lacraru, violino I; Malina Dandara, violino II; Maria Ciruduc, viola; e Anca Vartolomei, violoncelo).

2011
Em março, no dia 17, no SESC Paço da Liberdade (Curitiba-PR), foi realizado o concerto Tropicus Interemptus, sob regência de Marcio Steuernagel, no qual foram executadas as seguintes obras: “Terra Queimada” (1993), “Prismas” (2002), “Ao Fundo, o Mar Ardente” (2008) e obra-título do concerto, em sua estréia mundial. Participaram do concerto os músicos Fabrício Ribeiro (flauta, flautim e flauta contralto), Márcio Pimentel (oboé e corne inglês), Jairo Wilkens (clarineta e requinta), Atli Ellendersen (violino), Leila Tascheck (viola), Faisal Hussein (violoncelo), Pablo Guiñez (contrabaixo) e Leilah Paiva (piano). No dia 26, a Cia. Antroexposto encenou novamente a peça teatral Em vão, sob a direção de Ruy Filho e com música incidental para quarteto de cordas do compositor.
No mês de abril, no dia 27, o violonista Fabrício Mattos estreou a obra “3 Prelúdios Curitibanos” (2009) no Teatro TUCA, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), e a executou numa turnê mundial realizada entre os meses de abril e junho, passando por Nova York (Annandale-on-Hudson), Nova Zelândia (Auckland, Dunedin e Wellington), Tailândia (Bangkok), Islândia (Reykyavik), País de Gales (Cardiff), Inglaterra (Londres), Finlândia (Helsinki), China (Hong-Kong) e Portugal (Fátima). No final do mês de julho (dia 29), foi estreada a obra “Flora Atlântica III” (2010), pelo Quarteto Lígnea, num concerto em homenagem ao compositor realizado no Mosteiro São Bento, em Brasília-DF.
Em agosto (dias 18 e 21), o Quarteto Iguaçu voltou a apresentar a “Suíte Cinematográfica” no Auditório Luzamor (Maringá-PR), e no Teatro Positivo (Série Domingo no Câmpus, em Curitiba). Nos dias 30 e 31, pela ocasião da I Bienal Música Hoje de Curitiba, foram realizadas duas estréias: na Capela Santa Maria, a da obra “Tillandsia Stricta Sollander [Bromélia]” (2011), por Cèline Papion (violoncelo) e Junko Yamamoto (piano) – integrantes da Ensemble Cross.Art, e no SESC Paço da Liberdade, a da obra “Solilóquio IV” (2011), pela flautista Valentina Daldegan.
Em 29 de setembro, na Aarhus Universitet (Dinamarca), ministrou a palestra Nacionalismo Musical Brasileiro: a Construção da Identidade Nacional através da Música; também foi apresentada a obra “De Fluminibus – 4 Ensaios sobre Rios” (2006), pela Jysk Ungdoms Stryger Orkester (Orquestra de Cordas Jovem da Jutlândia), sob regência de Vinicius Mariano de Carvalho.
Em outubro, no dia 14, no Teatro Guarany (Santos-SP) ocorreu a estréia da obra “Lars Hellström em Santos” (2011), pelo pianista Antônio Eduardo Santos. Também foi executado o “Prelúdio Curitibano nº 1” (2009), pelo violonista Thiago Abdalla. No dia 15, em um dos concertos do III Festival Penalva, ocorrido no Teatro TUCA da PUC-PR, o saxofonista Rodrigo Capistrano executou a obra “Flanagem nº 1” (2011) para saxofone soprano.
Nos dias 21, 22 e 23, na Série Ópera Ilustrada da Fundação Cultural de Curitiba, ocorreu a estréia mundial da versão completa da obra “Finismundo” (1992), interpretada pelos músicos Simone Foltran (soprano, Maurício Carneiro (clarone), Rogério Magalhães (trompete), Rodrigo Vicaria Brazão (trombone), Alexsander Ribeiro de Lara (piano), Luís Fernando Diogo e Sabrina Rocha (percussão); neste mesmo projeto foi executada a ópera ”El Retablo de Maese Pedro” (1919-23), de Manuel de Falla, na versão 2011 de Harry Crowl para flauta, oboé, clarinete, violoncelo, trompete, trombone, piano e percussão, interpretada pelos músicos Ísis Jarnicki de Carvalho (soprano), Cristhyan Segala (tenor), Bruno Spadoni (baixo), Sílvio Jackel (flauta), Matheus Kahakura (oboé), Otávio Augusto C. da Silva (clarinete), Monan Bittencourt (violoncelo), Rogério Magalhães (trompete), Rodrigo Vicaria Brazão (trombone), Alexsander Ribeiro de Lara (piano), Luís Fernando Diogo e Sabrina Rocha (percussão). Ambas as obras foram regidas por Daniel Bortholossi e contaram com a .participação especial da Cia. de Bonecos Manoel Kobachuk.
No dia 24, num concerto ocorrido no Mini-Auditório do Teatro Guaíra pela ocasião do V Simpósio Acadêmico de Violão da EMBAP, o violonista Fabrício Mattos voltou a apresentar os “3 Prelúdios Curitibanos” (2009). No dia 27 ocorreu a estréia do concerto para contrabaixo, coro feminino e orquestra “El Espiritú de Reynogüelén (2011) [Subtrópicos II]” pelo solista Pablo Guiñez, coro feminino Collegium Cantorum e Orquestra Filarmônica da UFPR (OF-UFPR), sob regência de Marcio Steuernagel.
No mês de novembro, no dia 4, Valentina Daldegan eTeodoro Anzelotti estrearam a peça “Paisagem Meridional (2011)” para flauta contralto e acordeão no Goethe Institut de Curitiba.
Em 8 de dezembro ocorrerá a estréia mundial da obra “Vox Amazoniae (2007)” para mezzosoprano e orquestra pela solista Ariadne Oliveira e Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP), sob regência de Peter Frank.